segunda-feira, 18 de maio de 2015

Um dia comum em São Paulo

Um dia comum em SP, um pouco nublado, frio quando está sem jaqueta e calor quando está de casaco. Uma tarde de segunda que pode ser ligeiramente confundida com uma manhã de domingo. A realidade fria de um brasileiro correndo sobre o corpo, aquela tristeza que se intensifica com a cor dó céu que está cinza, aquele pensamento vazio de que um dia tudo isso pode se reverter.
Aquela insatisfação e satisfação ao mesmo tempo em saber que algo está ruim mas pode melhorar, um sono que bate só para atormentar, os olhos que se fecham e não conseguem descansar... Aquela sensação de perda, o medo de não ter mais onde recorrer, aquele medo de tudo ir a perder. Sem esperança de amanhã o dia melhorar, e assim segue aqueles que vivem a prestar seu serviço nessa globalização quase nada equalizada onde você faz e não pode comprar, aquele peito que chora cheio de planos e não ter por onde começar, e assim segue mais um nessa multidão tentando sobreviver nesse mundão onde só vence quem tem poder, e quem não tem, meu amigo, espera só a hora de morrer.

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